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sexta-feira, 30 de abril de 2010

De comer com os olhos e as mãos

Publicação: 30 de Abril de 2010 às 00:00

http://tribunadonorte.com.br/noticia/de-comer-com-os-olhos-e-as-maos/146972



Finger food é um conceito surgido há alguns anos para designar pequenas guloseimas que dispensam talheres e podem ser pegas com os dedos. Esse exemplo de praticidade gastronômica foi adaptado pela culinarista Michelle Nunes para o segmento dos doces. O que começou há três anos, por acaso, hoje é um negócio que leva saborosas e caprichadas sobremesas de chocolate para várias mesas.

“Em geral, finger food era algo pensado só para salgados. Decidi levar a idéia para os docinhos de chocolate, e deu muito certo”, conta Michelle. Hoje, suas encomendas atendem desde eventos até jantares intimistas que precisam de sobremesas mais finas. E os pequenos chocolates se encaixam perfeitamente nessas ocasiões. “Eles são pequenos e delicados, e algumas pessoas gostam de acompanhá-los com um licor. São doces mais elaborados”, ressalta.

Os pequenos chocolates de Michelle saem com detalhes desenhados e decorados em massa de pasta americana (de várias cores) e pós comestíveis (dourados e prateados); copinhos de chocolate com recheio (cereja, morango, nozes, licor); brownies (em diversos formatos), e os badalados cupcakes (bolinhos com cobertura). “Os cupcakes são os favoritos dos aniversários. São coloridos, bonitos, e a criançada adora”, diz.Para deixar os doces mais bonitos ela também utiliza um série de recursos, como os ‘transfers’ (imagens impressas em papel comestível), merengue italiano, e cereja com cabinho. Michelle também produz doces mais tradicionais, como os brigadeiros e as trufas recheadas (avelã, nozes, ganashe, ameixa, licor, etc.). E se for o caso de encomenda para coquetel, ela também faz salgados. “A gastronomia é um hobby que, sem querer, transformei em trabalho”, conta. A primeira vez em que Michelle apresentou seus ‘finger foods’ achocolatados foi no dia do próprio casamento, em 2007. Ela mesma fez a mesa de doces. “A impressão foi tão boa, que muita gente sugeriu que eu investisse naquilo. E eu gostei da ideia”, diz. Ela já tinha um curso na tradicional doceira local Airam, e também cursou gastronomia na UnP, onde se formou em janeiro deste ano. Em breve, ela dará uma sede fixa para seu ‘Michelle Nunes Buffet’, e novas experiências virão por aí.







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